quinta-feira, 15 de maio de 2008

Ary dos Santos

Photo: Jim Salvati
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"Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia

Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia

"Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo morria.

Quando à boca da noite surgiste na tarde qual rosa tardia

Quando nós nos olhámos, tardámos no beijo que a boca pedia

e na tarde ficámos, unidos, ardendo na luz que morria

Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia

Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia."

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Ary dos Santos

4 comentários:

xico.lf disse...

Gostei (muito)!
Lê-se (devagar) de uma assentada!
:))

Fresquinha disse...

Essa da assentada é do Zeca Afonso ! Deus tenha a alma em seu descanso ...

Este é cantado pelo Carlos do Carmo. Por isso te entra facilmente no ouvido !

:-))))

u joão disse...

Gosto muito do Ary, tão irreverente, o primeiro português corajoso, a assumir a sua homossexualidade, em directo via TV.
beijo

Fresquinha disse...

Concordo contigo, João. Ainda havia homens com tomates :-)))